Algum tempo atrás ouvi uma canção de um sujeito que não conhecia. A música se chama
Sort Of Revolution. E o cara tem o nome de Fink. Conheci porque estava ouvindo um serviço de streaming (o Blip.fm, que não tenho acionado muito ultimamente) e porque resolvi escutar o som dos meus "amigos". Foi um achado bem ao acaso.
Já falei do Blip e de como ele me ajudou a descobrir coisas. Não é simples desse modo em outros serviços que tenho usado. Não funciona tão legal no Spotify, apesar de ele ser ótimo. Esse tipo de descoberta dá mais certo no Deezer. E de jeito nenhum no Rdio, já que não consigo usar o streaming direito (que se dirá conhecer novos sons interessantes).
Ter encontrado o Fink dessa maneira, via Blip, foi bom e foi ruim. Bom porque gostei de
Sort Of Revolution. Ruim porque, no final, não tive outras músicas dele apresentadas na hora. Parei naquela uma. Meus amigos tocam muitas músicas diferentes a cada momento que se conectam.
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| Fink e sua guitarra. Anos como DJ e depois uma virada para o mundo acústico |
Descobertas se dão de formas muito díspares, às vezes. Eu estava no cinema, emocionada com o filme
Selma (viram? Não? Deveriam ver). Cenas fortes acontecem numa determinada ponte. Lá pelas tantas ouço um som, que me comove. Não tinha como saber do que se tratava. Celular estava desligado. E, como mudei de aparelho, também não tinha o Shazam instalado.
Só que eu sou persistente com esse negócio de música. Fui atrás. Pesquisei. Fucei. Encontrei a trilha sonora do filme. Bati o olho. Joguei com as possibilidades e, enfim, deu match. Era o Fink.
Quem diabos é Fink? É um cantor, compositor, guitarrista, produtor e DJ inglês. O nome real é Fin Greenall. Nasceu na Cornualha (acho o máximo esse nome) e hoje vive entre Berlim e Londres (que beleza). De 1997 a 2003, diz a Wikipedia, ele atuou como DJ. Aí, ele foi mudando. Partiu para o acústico. Em 2006, formou um trio, com o nome Fink a frente. Fez parcerias daqui e de lá. Em 2012, ele se apresentou com a Royal Concertgebouw Orchestra, em Amsterdã. Foi algo digamos espetacular. Quer dizer, para mim pareceu espetacular. Isso gerou um álbum. Uma das canções executadas foi
Yesterday Was Hard On All Of Us. Essa é a música, nessa versão com a orquestra, que aparece em
Selma.
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| A apresentação com a RCO virou referência, álbum, menina dos olhos |
Fink é um artista folk. É uma explicação genérica, admito. Tem uma pegada blues por vezes. Noutras horas lembra seu passado como DJ. Faz algumas experimentações. Não me parece ser um sujeito de grandes arroubos no palco. Não vai sair destruindo instrumentos. Não vai se jogar na plateia (suspeito). Talvez nunca seja headliner de um festival no Brasil. Mas bem poderia pintar por aqui (eu veria). Fink tem uma bela voz. E uma ótima guitarra. Se vale minha recomendação, sugiro que tentem ouvir. Ele tem
site e está na mídia social. Basta procurar.
Curto bastante outras canções que ele fez.
Pilgrim e
Shakespeare, por exemplo. Tem mais para conhecer. Como diversos cantores destes tempos do streaming, Fink coloca suas músicas para download (não todas). Já baixei algumas. Por ora, minha preferida continua sendo
Yesterday Was Hard On All Of Us. É um tanto melancólica, embora no filme tinha sido usada num contexto diferente. Ah, não sei explicar. O que sei é que me emocionou na hora.
Gosto particularmente da frase "Where do we go from here".
"Yesterday Was Hard On All Of Us"
Where do we go from here
Where do we go
Is it real or just something we think we know
Where are we going now
Where do we go
Cos if it’s the same as yesterday you know I’m out
Just so you know
Because
Because
Our paths, they cross
Yesterday was hard on all of us
On All of us
Who can we trust from here
Who can we trust
Are you real or something from wanderlust
Who can you can we trust my dear, sweet, flower
Who can you trust
From cradle to grave
From ashes to ashes, from dust to dust
Because
Because
Our paths, they crossed
Yesterday was hard on all of us
On All of us
Where do we go from here
Where do we go
We’ve got nothing we can trust and nothing we can sell
That’s for sure
How do we get out
How do we move around with all these eyes on us
Tell you what, you go first
Almost like it’s kind of rehearsed but
It’s not, no
Because
Because
Our paths, they cross
Yesterday was hard on all of us
On All of us
Se alguém estiver curioso em relação ao filme Selma, segue abaixo um trailer. Outra música boa do longa é Glory, do John Legend com o Common.
Ah, e voltando ao Fink: tem aqui uma apresentação dele num festival em 2014. Para quem realmente estiver disposto a saber mais.