domingo, 13 de março de 2016

Mumford: o show que vale por um festival inteiro

"Cause I will wait, I will wait for you" - e vou esperar ainda mais. Mas volta logo, Mumford

Quando saiu o line-up do Lolla Brasil 2016, confesso que fiquei reticente. Tinha apenas uma banda que diria: "nossa, verei de cabo a rabo, e o mais perto possível do palco". Era o Mumford and Sons. Não esnobo, nem acho ruim muitos dos grupos e artistas do festival deste ano, a quinta edição no Brasil. Não! Alabama Shakes está na minha lista pra ver inteiro também, mas não com o mesmo afã gerado pelo Mumford. Florence and The Machine é headliner da segunda noite. Porém eu já vi a Florence uma vez. Gostei, só que não é algo que embale meus sonhos atualmente. Estou mais interessada em ver o Planet Hemp, que, na última hora, entrou no lugar do Snop Dogg (que não chamaria minha atenção). Florence estará no palco Skol e Planet Hemp, no Axe, pertinho um do outro.

O vocalista Marcus Mumford tocou 200 mil instrumentos e comandou a plateia

Ok, esse preâmbulo foi pra dizer que já curtia muito o Mumford and Sons e estava realmente ansiosa para vê-los. Não entendi por que a organização do festival não colocou a banda como headliner. Verdade que eles fizeram a última apresentação do palco Onix, que fica láááá no fundo, para quem entende da geografia do Lolla em Interlagos. Mas fecharam a noite Eminem e Marina and the Diamonds (o Kaskade tocava no palco eletrônico também, na mesma hora).

Mas quer saber? Melhor não ter sido headliner porque saí nas nuvens e ainda sem pegar o sufoco dos carros todos querendo ir embora do Lolla (ainda assim rolou trânsito nos arredores de Interlagos).

Marcus Mumford, vocalista do grupo, tocou e cantou para uma plateia de convertidos. Acho que o termo cabe bem aqui. Nem por isso deixou de fazer um show impecável. Em alguns momentos, entre um gole e outro de água (meu palpite), eu sentia um gap um pouco maior do que recomendaria. Fazia aquele "branco". Porém isso foi mais no início e acabou não fazendo diferença no final. Esses gaps deviam ser mais minha vontade de ouvir mais. Sei que todo crítico de música diz que os dois primeiros álbuns são mais folk e o último é mais pop. Ou seja, elogios para os dois primeiros e uma carinha assim-assim por terem "se rendido ao pop". Para o público, no entanto, as duas fases - se é que podemos falar assim - foram igualmente boas. Muitas canções foram entoadas pelo pessoal. O povo sabe as letras! Show bom é isso: sintonia plena entre banda e público. Foi o que aconteceu no palco Onix.

Em dado momento, o tecladista (Ben Lovett) disse que eles nunca tinham visto uma plateia como aquela. Ok, você já ouviu isso antes (se frequenta shows com gringos). Mas aquilo era real. Ou pelo menos dava essa impressão. Se o Lovett sentiu, eu também senti.

Lovett e Marcus impressionados com a recepção

A hora mais bonita foi quando tocaram Believe (abaixo o vídeo que fiz e subi no YouTube), do álbum novo (Wilder Mind, o tal pop). As luzes dos celulares tomaram o ambiente como os velhos isqueiros dos shows do passado. Como o palco Onix tem um morro grande, até onde se estendia o olhar havia aquelas pequenas luzes, quase estrelas, fazendo uma coreografia de emocionar o John Wayne (opa, talvez um exagero a comparação).



Aliás, havia muito coração na plateia. Muita gente se abraçando, se beijando, casais hetero e homo. Gente cantando baixinho colado no rosto amado ou mergulhada nos braços do (a) outro (a), sonhando junto alguma coisa boa. Outra característica: muitas camisas listradas. Eu senti falta de estar com uma. Hoje, talvez embarque na moda.

A vibe estava tão boa que o povo do palco retribuía o carinho do povo da plateia com aqueles gestos de agradecimento: mãos erguidas, mãos no coração, "obrigados". Aí, eles dizem que é a primeira vez no Brasil e que este é o país favorito deles. Dizem que vão voltar. Claro. Viram o que tem aqui, meus caros? Tem de voltar mesmo.

Em Ditmas, Marcus Mumford - que já havia tocado de tudo (inclusive bateria e pandeiro) - tocou fogo no show. Saiu do palco e foi para o chão, correndo de um lado para o outro, sendo agarrado pelos fãs mais alucinados. Os seguranças todos doidos tentando proteger o homem e, de repente, no telão você vê o pai da Sandy, o Xororó, com um baita sorriso de satisfação. (Ah, o que ele fez para conseguir chegar lá na frente? :P rsrsrs).

Um mergulho na multidão (reprodução do telão)

Em outros momentos, havia devoção no espaço. Como quando rolou Ghosts That We Knew (fiz um vídeo curto para mostrar). Se tinha alguém quase se convertendo, naquela hora virou... (Observação: quando as músicas ficam mais calmas, nota-se como tem gente que esquece que show não é lugar para ficar batendo papo como se fosse bar. Trocar impressão, claro, tá valendo. Mas atualizar a conversa, no, pls).




Que mais? Teve o momento fã, em que uma garota, Isabel, foi chamada ao palco. A mulher delirou. Abraçou todo mundo, gritou, foi chamada para traduzir o Marcus e, aí, louca, falou no microfone em inglês que iria traduzir para o pessoal. Duhhh. Ahahahah. Ela se tocou na sequência e falou português. Foi Isabel quem traduziu, aos berros, que o Brasil é o país favorito dos Mumfords. A mulher estava tão alucinada, mesmo na hora de deixar o palco, que o vocalista encheu a boca de ar e depois soltou como quem fala: "Jesus, tá doida". Eu estava imaginando ele pensando: "ok, Isabel, we love you, but leave the stage, pls". Na verdade, ele comentou algo como "ahn, precisamos trabalhar". Outro momento fã foi quando outra mulher surgiu no palco. Ela tinha invadido (na hora de The Wolf, já no bis) para dizer algumas coisas em inglês, na linha "We will wait for you".

Por sinal, I Will Wait foi o ápice. Energia em alta, vozes do público chegando no céu (ah, os meus exageros), a banda vibrando, o chão tremendo... papel picado voando. Aquela estrela lá no alto (seria Sirius?). Foi épico. O show do Mumford And The Sons valeu por todo o festival. Pelo menos pra mim.



O setlist ficou assim (peguei do Tenho Mais Discos Que Amigos):

01 – Babel
02 – Little Lion Man
03 – Below My Feet
04 – Wilder Mind
05 – Lover of the Light
06 – Snake Eyes
07 – Tompkins Square Park
08 – Believe
09 – Ghosts That We Knew
10 – Awake My Soul
11 – The Cave
12 – Roll Away Your Stone
13 – Ditmas
14 – Dust Bowl Dance
Bis:
15 – Hot Gates
16 – I Will Wait
17 – The Wolf


OUTROS SHOWS

Of Monsters and Men, banda islandesa indie, foi uma bela surpresa. Não pelo som, que já conhecia e apreciava (Dirty Pawns é minha favorita). A surpresa foi ver o espaço do palco Onix tomado de gente. Mas era muita gente mesmo. O som deles até prepara para o Mumford and Sons (eles se apresentaram antes). 

E essa multidão?! Parabéns, Monsters

O público, mais uma vez, sabia um monte de letras. Cantavam junto com a banda. Ponto para o Monsters. Gostei bastante. O ponto ruim é que o som não estava muito legal. Saía baixo. E pelo estilo musical do grupo isso chega a ser pecado. Fiquei longe (não dava para tentar nem sequer uma aproximaçãozinha do palco). Tinha gente sentada na canga, na grama, curtindo a música mesmo sem ver a banda.

Foi uma bela maneira de começar o festival (no meu caso. Não cheguei tão cedo assim). A banda terminou com Little Talks e foi ovacionada. Daí, todo mundo saiu correndo para o Tame Impala no palco Skol (oh, não foi quase todo mundo, mas que parecia, parecia). 

Bom, queria dizer que o show do Tame Impala foi lindo. Mas não vou conseguir. Isso de ser obrigada a se deslocar entre os palcos, mata algumas coisas. A gente chegou com o show já começado. Ficamos no espaço da Skol, em frente ao palco homônimo, curtindo de longe. Estava legal, só que era preciso sair bem antes do final para poder garantir um bom lugar no Mumford. Foi essa a decisão estratégica que tomamos, eu, minha irmã e minha filhotinha. O pouco que vi foi bacana. Estava numa pegada mais intimista. Combinava também com o clima do Of Monsters (o Tame Impala tem outras canções bem mais agitadas). A Rolling Stone conta que o Tame Impala hipnotizou o público com sua psicodelia. 

Tame psicodélico
E o Eminem? Aqui vale uma crítica. Não. Não tem a ver com o artista. O som estava ruim. Muito grave para o meu gosto. Assim, ficou difícil apreciar como se devia. Já curti alguns sons dele no passado. E, ora, ora, ele cantou Criminal, um desses hits velhos que eu tinha no meu computer. Como muita gente ficou no Mumford até acabar o último acorde do bis, isso implicou em ver um monte de pessoas transitando, se ajeitando, indo de um lado para o outro. E ainda havia Marina and The Diamonds, no palco Axe. Na minha avaliação, isso dispersou um pouco a energia do festival. Depois, sim, o Eminem "compactou" mais o público. Havia fãs fieis ali, desejando um ou outro som em particular.

A mim não empolgou. Passei pela Marina. Parecia mais bacana. Mas o Mumford tinha bastado para mim. Já tinha valido o ingresso.

CENAS DO #LOLLABR


O morro, a marca e a roda da Chevrolet - as marcas queriam ficar bem na foto, lógico

Estilo: camisas quadriculadas ou listradas deram o tom

Entretenimento para o povo, como o carrossel da C&A

Parceiras de show

Momento relax
Pausa para a selfie
Pessoal fez fila para conhecer espaços como o da Skol
Deviam ter ensinado o Marcus Mumford a dizer "valeu". Tudo bem. Aqui vai o meu: valeu, pessoal


Tem ainda o segundo e último dia do Lolla 2016.

Na minha programação terei mais tempo para circular (acho). Espero que não chova, como foi no sábado. Havia lama, sim, no entanto, dava para andar. Se chover, aí vou pensar no que passa o público de Glastonbury.

Minha maratona começará com Walk The Moon. Depois um pulo no Twenty One Pilots. Aí, vou cavar um bom lugar para o Alabama Shakes (meu maior desejo hoje). Acabou o Alabama? Vamos lá ver o Noel Gallagher e os High Flying Birds, que já vi uma vez (e tinha curtido). Em seguida, vou de Jack U. Mas vou aproveitar para dar um pulo no Emicida (eu quero ver o Emicida). Eu sei que os palcos são distantes. Porém tenho pernas resistentes (sou corredora). Pra finalizar, outro pulo entre palcos: primeiro Florence e então Planet Hemp. 

Acho que vamos amargar um trânsito pesado na saída de Interlagos. Isso não vai ser legal. Bate um cansaço enorme. É quase como sair de uma cidade para a outra. Mas paciência. É o que se precisa ter em festivais. Outra vez nesse pique só no ano que vem. Se eu for. Fui a todos os dias do Lollapalooza no Brasil. Todos os dias de todas as cinco edições. Sou especialista. Quem mais tem essa expertise?






segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Quando Bowie fala pela gente

Nestas tristes horas em que ainda estamos surpreendidos pela morte de David Bowie, muitos fãs (eu entre eles) lembram de momentos em que ele falou pela gente ou nos falou quando precisávamos de uma pausa para respirar ou para expressar uma sensação (seja ela qual for). Momentos em que uma música, um vídeo, uma frase significaram mais do que conseguiríamos dizer na sessão de terapia.



Reúno alguns desses momentos, sabendo que não vão bater com o de diversos fãs. Cada um tem seu motivo, afinal. Reconheço também que num dia como hoje o mundo vai escrever sobre Bowie. Este meu texto, portanto, seria um grãozinho de areia ínfimo e desprezível até, em certo sentido.

Mas eu sinto necessidade de escrever. Sorry, people.

1. Space Oddity - "Ground control to major Tom". Essa frase ficou marcada na infância dos meus filhotes. Ouvia muito essa canção em casa (acho que estava numa fase de retorno a Bowie). E quando os dois iam para a escola conduzidos por uma das tias essa era uma das músicas que tocava sempre no som. Provavelmente é a primeira música que eles conheceram do Bowie. Creio que é a música do Bowie que mais toquei na vida. Várias vezes fiquei intrigada com a letra, tentando entendê-la sob um outro ângulo (Bowie ficara fascinado pela corrida espacial). Major Tom estava tão maravilhado pelo que estava vivendo que praticamente abdica da vida. "I'm stepping through the door and I'm floating in the most peculiar way and the stars look very different today". E depois tem essa parte: "Tell my wife I love her very much, she knows". E adeus, Major Tom. Não é intrigante? Ele ama a mulher, mas não dá. Aquilo é mais forte do que tudo. É uma música para a gente se largar no espaço. Para esquecer todo o resto.



2. Absolute Beginners - esta canção faz parte de um filme. É dos anos 80, década em que me formei musicalmente. Quer dizer, já ouvia muita música antes. Mas foi nesse período em que estudei mais, em que li, em que procurei aprender. Antes, era mais uma absorção por osmose de um monte de coisa que chegava até meus ouvidos. O filme é de 1986. Logo de cara curti a música homônima. O longa não me entusiasmou tanto assim. Tempos depois, fiquei com a letra na cabeça. Porque ela fazia muito sentido numa certa fase da vida, apesar de eu já não ser novata na estrada. O que aconteceu é que a tal love song não sobreviveu à montanha. Aprendi que estou sempre aprendendo. Sou beginner.


If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true



4. Where Are We Now - vou nessa já que a pegada está sentimental (give me a break. A notícia da morte dele nos chegou hoje). Quando ouvi essa canção do penúltimo álbum dele, chorei. Achei uma melodia triste, forte. E a letra também me fez verter mais lágrimas. Escrevi um post a respeito na ocasião. Às vezes me pego pensando nessa música (no tal post tem a letra). Porque tem horas que dá vontade de desistir (de algo). Dá desânimo. Porém você tenta lembrar de que existem coisas que conseguem te resgatar. Enquanto houver sol. Enquanto houver chuva. Enquanto houver fogo. Enquanto eu existir. Enquanto existir você.




3. As The World Falls Down - música da minha juventude, do filme Labirinto (1986). Quando era adolescente achava que assim poderia acontecer o amor. Você girando por um ambiente, tentando entender quem é aquela pessoa que te cativa. E aquela pessoa que te cativa te observando. É romântico, eu sei. Mas eu era uma principiante na vida. Quando vi a cena com Jennifer Connelly, uma menina quase da minha idade (pelo menos no filme), no baile de máscaras, imaginava se existiria um homem como David Bowie. Achava que não.



4. Under Pressure - você está sob pressão e lembra desta canção. Quer dizer, eu lembro. Lembro também quando falam de grandes vozes. Grandes nomes da música. Mais uma vez, esta escolha se liga à década de 80. Tenho apreço já por esse fato. Mas é um pedido para cedermos menos ao estilo de vida que nós nos impomos e que nos acelera e nos torna surdos para uma série de coisas. Só por ter Freddie Mercury e David Bowie este hit entra para um status diferente no panteão das melhores músicas.

Because love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And loves dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressure
Under pressure
Pressure



5 - Wake Up - escolhi uma música do Arcade Fire, que já adorava. Mas quando vi um vídeo da banda canadense com o Bowie, aí casou total. Essa música me dá vontade de ir para o alto de um morro, olhar o horizonte e simplesmente ficar quieta. De preferência com meus monstros do lado (uma referência ao filme Onde Vivem Os Monstros, do Spike Jonze, em que essa música embala uma cena assim). É que, confesso, às vezes não sou fácil. Bem, sou de fácil convívio social. Sou gentil. Mas tem hora que eu só quero ficar no meu mundo particular. Aí, não tem jeito. Não quero sair. Não quero falar. Não quero nada, exceto esse mundo. Fico alheia e não permito a entrada de outras pessoas nesse meu planeta exclusivo. Estamos lá eu e meus pensamentos escapistas. Quando vi que Bowie gostava bastante dessa música (tanto que procurou a banda para tocarem juntos), fiquei feliz. Sintonia.


Somethin’ filled up
my heart with nothin’.
Someone told me not to cry.


But now that I’m older,
my heart’s colder,
and I can see that it’s a lie.


6 - The Loneliest Guy - considero Wake Up pra cima, de certo modo. Poderia colocar outras tantas canções "pra cima". Tem as dançantes (Modern Love, China Girl, Let's Dance). Tem as clássicas, como Life On Mars, Rebel, Rebel, Five Years, Ziggy Stardust, Ashes to Ashes, Heroes, Sound And Vision, The Man Who Sold The World. Tem as mais recentes. Tem as últimas (Blackstar é uma porrada - passei o domingo ouvindo o álbum inteiro. E eu nem desconfiava que seria o último dia de vida do David Bowie). Mas acho que vou de The Loneliest Guy da turnê The Reality Tour. É um disco tão bom. Quer dizer, eu curti tanto... Teria amado ver essa turnê. Além disso, essa música me fez pensar muito também - no período em que comprei o álbum do show eu estava muito isolada do mundo. Para este post, escolhi um vídeo que, de quebra, vem com I'm Afraid of Americans.

All the pages that have turned
All the errors left unlearned, oh
Well I'm the luckiest guy
Not the loneliest guy
In the world
Not me




7 - Forbidden Colours - não é exatamente David Bowie. Mas tem tudo a ver. Vi "Furyo, Em Nome da Honra" (1983) também adolescente. O título original é "Merry Christmas, Mr. Lawrence". Deve ter sido uma das primeiras vezes - ou talvez a primeira - em que vi o amor por alguém do mesmo sexo. Foi num filme, não na vida real, é verdade. Mas marcou demais pra mim. E a música do Ryuichi Sakamoto é fenomenal. A canção fala por mim pelo tema do amor proibido. A beleza das notas e da cena em que Bowie beija Sakamoto foi o suficiente pra mim na época. Hum, de novo o romantismo da adolescência. Convenhamos, porém, que forte é isso de sentir algo por alguém e, ao mesmo tempo, tentar sufocar a emoção de todo jeito.


Esta lista não tem nada de especial, de fato. Foi só uma relação de músicas e vídeos que vieram à mente. Não tem a pretensão de fazer crítica musical. Ou de apontar os elementos inovadores do trabalho de Bowie. Que cada um faça sua escolha de música, pelos critérios que quiser. Porque eu tampouco tive o objetivo de estar de acordo com o pensamento geral. Bowie é tão camaleônico que cabem variadas interpretações para sua obra, que é infinita. E bela.