E naqueles tempos, bem jovens, com 20 e poucos anos, a gente cantava muito Boca Livre. Hoje ouvi Boca Livre na TV, num show que deve ter mais de um ano e que só agora conheci. Numa hora tocou "Desenredo". E eu amei porque lembrei das minhas férias em Minas. Lembrei do dia em que coloquei essa música para tocar, lá no hotel do Niemeyer, em Ouro Preto. Revivi.
![]() |
| Vista da varanda do Grande Hotel |
Desenredo (Dorival Caymmi e Paulo César Pinheiro)
Por toda terra que passo
Me espanta tudo o que vejo
A morte tece seu fio
De vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego
Eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
O mundo todo marcado
A ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo
A morte é o fim do novelo
O olhar que assusta
Anda morto
O olhar que avisa
Anda aceso
Mas quando eu chego
Eu me perco
Nas tramas do teu segredo
Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando
O homem fazendo o seu preço
A morte que a vida anda armando
A vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego
Eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo
Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe

Nenhum comentário:
Postar um comentário